| 0 comentários |

15 de out. de 2009

HOMO ERECTUS DE DMANISI DERRUBARAM PRECONCEITOS EVOLUCIONISTAS

A pacata Dmanisi fica a 85 quilómetros a sudoeste de Tbilisi, capital da Geórgia. A nível paleantropológico, esta região tem oferecido surpresas inesperadas à comunidade evolucionista.
Em 1991, cientistas encontraram uma mandíbula de um hominídeo. A nunca falível datação radiométrica deu-lhe uma idade de 1,6 milhões de anos [sic]. Foi considerada a mandíbula de um Homo erectus.


Nos tempos que se seguiram, a descoberta foi recebida com grande cepticismo nos meios evolucionistas. E por quê?

Os evolucionistas acreditavam que os humanos não tinham saído de África antes de 1 milhão de anos atrás e a mandíbula maravilhosamente preservada – com cada dente no seu lugar – parecia estar numa condição boa demais para ser tão antiga quanto os cientistas georgianos diziam [*1].

A equipa não desanimou e continuou a trabalhar no sítio. Em 1999, descobriram crânios do mesmo tipo de indivíduo e a comunidade evolucionista desta vez rendeu-se ao achado. Por esta altura, os depósitos de sedimentos onde foram encontrados os fósseis já tinham sido reavaliados em 1,85 milhões de anos [sic].

Comprovado este achado, estava na altura de deitar abaixo ideias que, até então, constituiam o pensamento evolucionista sobre os antepassados humanos:

  • Os evolucionistas acreditavam que os humanos não poderiam ter deixado a África antes de desenvolverem uma tecnologia mais avançada do que os simples cutelos e lascas que foram encontrados com os fósseis;
  • Afirmavam que os primeiros humanos a deixarem África eram altos e com um cérebro grande. Alguns dos Homo erectus de Dmanisi tinham capacidade cranial menor do que o Homo habilis, o alegado antecessor (já não é, aliás);

Resultados publicados na Nature.


Tamanho dos crânios


Para surpresa dos cientistas, os três crânios encontrados tinham capacidade cranial de 770 cm3 (centímetros cúbicos), 650 cm3 e 600 cm3 – menos de metade de um cérebro moderno [*2]. Foi grande choque para os evolucionistas darem conta de que um cérebro pequeno não significa, necessariamente, menos inteligência. Anatole France foi um romancista vencedor de um prémio Nobel. A sua capacidade cranial era apenas de 933 cm3. Compara isto com a média de 1300 cm3 de um humano moderno. Ainda mais surpreendente é o caso de Daniel Lyon, um trabalhador do século XIX dos caminhos de ferro de Pennsylvania, que tinha apenas uma capacidade cranial de 624 cm3. Não tinha limitações nem físicas nem mentais.


Há dados científicos que concluíram que não há relação directa entre a capacidade cranial e a inteligência.


Grande variabilidade humana


A grande diversificação cranial dos erectus de Dmanisi levou o líder da equipa a dizer que uma das coisas mais importantes destes indivíduos é que eles dão a “oportunidade de pensar sobre o que é a variação” [*3]. Bingo senhor Lordkipanidze! A variabilidade que hoje existe (compara um pigmeu ou o homem mais baixo do mundo a tipos como o Shaquille O’neal ou o homem mais alto do mundo) é a mesma que é possível encontrar no registo fóssil. Humanos sempre foram humanos, por mais que os evolucionistas tentem fazer primatas a partir de seres humanos.


Mais recentemente, juntou-se à controvérsia as evidências de que estes erectus falavam.


CONCLUSÃO


Philipe Rightmire, um dos paleoantropólogos envolvidos, disse: “É interessante que tudo tenha sido abalado, mas é frustrante que algumas das ideias que pareciam promissoras há oito ou dez anos não se sustentem mais” [meu destacado] [*4]. O evolucionista chama-lhe actualização de conhecimento. O cristão chama-lhe especulação e puro devaneio. Daqui a dez anos novas descobertas irão atirar com as ideias que actualmente parecem promissoras para o lixo. A lição que o cristão deve tirar disto é que não vale a pena ficar preocupado sempre que a “ciência” desencanta mandíbulas e crânios que parecem pertencer a um antepassado simiesco nosso. Os imaginários ramos que unem os humanos, gorilas, chimpanzés, macacos e os seus antepassados não passam disso mesmo: ficção.


REFERÊNCIAS OU NOTAS:


[*1] – “Estrangeiros na nova terra“, Scientific American Brasil Edição Especial nº 17, pág. 44

[*2] – Idem, pág. 45

[*3] – Ibidem, pág. 45

[*4] – Ibidem, pág. 48


...read more ⇒
| 0 comentários |

13 de out. de 2009

"NEM TUDO É EVOLUÇÃO"

Steve Jones, de 65 anos, é professor de genética da University College London, na Inglaterra, e autor de A Ilha de Darwin. Em entrevista à revista Veja desta semana, ele disse que, assim como ele, Darwin "teria um pé atrás com esse tipo de estudo [a psicologia evolutiva]. O que os psicólogos evolutivos fazem é redescobrir o óbvio. Todos sabem que homens velhos gostam de mulheres jovens. E que as mães amam seus filhos. Comportamentos como esses são apresentados como se fossem grandes novidades. Mas são evidentes. E há um certo exagero na tentativa de provar que tudo na sociedade tem origem evolutiva. Um exemplo desagradável: pela lógica da evolução, o estupro pode ser compreendido como uma forma mais eficiente de um macho propagar os seus genes. No entanto, a evolução também nos deu consciência [Será que foi mesmo a evolução? Não seria outra dessas respostas prontas e aparentemente simples, dizer que um dia a consciência, noção de bem e mal, simplesmente evoluiu?], com a qual podemos decidir que a maneira correta de se comportar não é sair por aí violentando mulheres. Isso prova que explicações evolutivas sobre certos comportamentos humanos são muitas vezes incorretas, inúteis e, na melhor das hipóteses, ingênuas. Nem tudo é evolução".

Nota: Concordo com Jones em considerar incorretas, inúteis e ingênuas as explicações evolutivas sobre certos comportamentos humanos. Lembro-me de que uma reportagem da revista Superinteressante chegou até a justificar o comportamento adúltero com base nos imperativos genéticos, tornando-nos quase reféns das "vontades" dos genes. De minha parte, prefiro continuar crendo num antigo relato histórico segundo o qual o ser humano, ente criado com consciência e livre-arbítrio, fez uma má escolha, deu as costas ao Criador e enveredou pelo caminho do pecado. Essa natureza corrompida o inclina para o mal, mas o Pai, em Sua bondade, proveu solução: "Tudo posso nAquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). Podemos submeter nossa consciência e vontade à guia do Espírito Santo e lutar contra as más tendências.[MB]

Postado no Blog Criacionismo por Michelson Borges.

...read more ⇒
| 0 comentários |

11 de out. de 2009

DEPENDE DA INTERPRETAÇÃO

Evolução e religião

Colunista recorre à genômica comparada para apontar limitações e fragilidades do desenho inteligente

O Professor Titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais, Sergio Danilo Pena, publicou um artigo no Ciência On-line comentando sobre as fragilidades e limitações do Desigin inteligente, em uma leitura atenta percebemos que em si ele não mostrou boas fragilidades ou limitações da teoria do DI, apenas mostrou fatos que podem ser interpretados pelas duas teorias (evolução ou criação) de acordo com seu paradigma.

Sérgio trás novamente a questão da comparação evolutiva e diz que "os dados gerados pelo Projeto Genoma em humanos e em outros organismos mostraram que a sequência de DNA do nosso genoma é 99% idêntica à do chimpanzé". Essa informação quando se divulgou de modo sensacionalista gerou até a idéia de que os chimpanzés e o homem deveriam estar no mesmo gênero Homo. [1]

Seria interessante lembra-nos de que essa taxa percentual tende a ser diminuída pelos cientistas evolucionistas para o percentual de 98,5% a 95 % [2]. Isso só para caráter de informação.

Uma equipe dirigida por Morris Goodman realizou um estudo comparando 97 genes de seres humanos, chimpanzés, gorilas, orangotangos, macacos do velho mundo e camundongos. E os Chimpanzés (gênero Pan) revelaram ter maior "similaridade" com os humanos do que os demais. O problema é que o estudo foi realizado com 97 genes, uma quantidade pequena para se tomar uma conclusão tão radical quando se sabe que de modo geral o genoma humano tem pelos menos 30.000 genes, ou seja, a comparação foi feita sobre 0,03% do total!

E ainda que de fato, os chimpanzés em seus genes totais fossem bastante similares aos humanos, isso não quer dizer necessariamente ancestralidade comum, depende de que lentes você usa para interpretar o fato. Dizer que pela similaridade dos genes pode-se afirmar que criaturas tiveram ancestral em comum é uma conclusão, assim como dizer que a evidência aponta também para um Criador comum também está válida, pois se Deus usa das forças físicas, leis biológicas, reações químicas e tudo mais para que sua criação fique perfeita, por que para toda criatura Ele teria de usar métodos diferentes, se uma sequência genética funcionou bem para fazer um animal andar de quatro patas, ter pelos grossos, orelhas esticadas, cascos nas patas e tudo mais, e Deus resolve criar um animal semelhante em características, por que Ele deveria usar outra sequência genética totalmente diferente? Se para o outro animal funcionou e este segundo é semelhante, por que não usar uma sequência semelhante?

Outro ponto é que é bastante interessante selecionar os genes e fazer comparações, pois com a grande quantidade de genes podemos selecionar o que nos dará melhores resultados - os 0,003% de todo o código - e excluir o restante, se usarmos esse método, até mesmo as bananas tem 100% do mesmo código que os humanos, Steven Jones afirma que as bananas tem 50% de seus genes compartilhados com os seres humanos.

O fato é uma coisa, a interpretação que se atribuí depende do paradigma que se acredita.

Pena que esses detalhes não são transmitidos ao público, logo eles só podem acreditar em uma informações com roupagem de ciência infalível e imparcial.

E é claro, Sérgio mencionou os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e 150 anos da publicação da Origem das espécies. E diz que afirmar que “Darwin matou Deus”, é pura besteira. Sérgio tenda argumentar sobre a religião e a evolução, ainda diz: "O que considero necessário não é a ciência da evolução se modificar com o objetivo de se tornar palatável para algumas crenças religiosas. O importante é que as religiões adaptem suas doutrinas para lidar com a realidade da evolução, assim como tiveram de se adaptar à teoria heliocêntrica do Sistema Solar 500 anos atrás."

As pessoas nunca esquecem situações como esta sobre a teoria heliocêntrica, e ela sempre serve de argumento para os críticos da religião, apenas lembro que Deus não fez uma Criação em que tudo é explicado pelo sobrenatural, Ele criou uma natureza passível de ser estudada, e deixou que aos poucos o homem fosse descobrindo essa criação através do estudo, Ele não fez Adão e o dotou com todo conhecimento sobre a natureza, Adão teria de aprender. Da mesma forma como Sérgio cita Isaac Newton em seus estudos sobre o sistema solar e chegou a conclusão de que é necessário a intervenção de um Ser Poderoso, e depois LaPlace desenvolve seu estudo sobre a estabilidade do Sistema solar e relata que não havia necessidade de Deus, esquece Sérgio que Deus pode ter feito todas as coisas com suas leis fixas, sua própria palavra diz: "Assim diz o Senhor: Se o meu pacto com o dia e com a noite não permanecer, e se eu não tiver determinado as leis fixas dos céus e da terra, também rejeitarei a descendência de Jacó, e de Davi..." (Jer. 33: 25-26).

Assim como a Bíblia já afirmava que a terra era arredondada (Isa. 40: 22) Também já dizia que existem leis fixas nos céus e na terra.

Sérgio também tenta argumentar ainda sobre a dificuldade de se explicar certos sistemas complexos, como o olhos por exemplo, mas não apresenta limitação alguma ou fragilidades na teoria do DI, apenas mostra suas concepções em relação as afirmações do DI.

Pena ainda fala sobre a questão de que artigos são publicados contra a teoria da evolução, e ainda observa que são feitas por pessoas que nunca leram Darwin, podemos também inverter o jogo e dizer que existem críticos que nem se quer estudam sobre o criacionismo ou o DI tão pouco leem a Bíblia, e ainda assim a chamam de "escrituras milenares de origem obscura".

Referências

[1] Nota publicada no Proceedings os the National Academy of Sciences, nos EUA.
[2] Ver Greater than 98% Chimp/ human DNA similatity? Not and more.

...read more ⇒
| 0 comentários |

8 de out. de 2009

SENADO APROVA ACORDO BRASIL-SANTA SÉ

Brasília, 08 out (RV) - O acordo diplomático entre Brasil e Santa Sé foi aprovado ontem pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal (CRE). A matéria segue agora para a promulgação do presidente do Congresso Nacional, José Sarney. O acordo foi assinado em novembro passado pelo presidente Lula e o Papa Bento XVI, no Vaticano.
...
Nos últimos anos, a Santa Sé firmou mais de 100 acordos desse gênero, de modo especial com países do antigo bloco soviético, no Oriente Médio e na África.

Depois de ter sido aprovado no Senado, o Acordo agora deverá ser remitido ao Presidente Lula para sua promulgação, publicação no Diário Oficial e posterior entrada em vigor.

Nota DDP: Veja também "Senado não vê 'privilégio' e aprova acordo entre Brasil e Vaticano". Destaque:

Na avaliação do professor de ética e política da Unicamp, Roberto Romano, o acordo "privilegia" a Igreja Católica.

"O Estado está oferecendo a uma igreja um privilégio sobre as outras", diz.
...
Parlamentares ligados a outras religiões, que chegaram a liderar um movimento para impedir a aprovação do acordo com o Vaticano, mudaram de estratégia nos últimos meses.

Eles desistiram de derrubar a concordata e passaram a defender seu próprio acordo, que deve resultar na Lei Geral das Religiões. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

(Diário da Profecia)

...read more ⇒
| 0 comentários |

7 de out. de 2009

ACORDO PERTO DA APROVAÇÃO

Acordo com o Vaticano perto da aprovação no Senado

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado concedeu, nesta quarta-feira, dia 7, parecer favorável ao Projeto de Decreto Legislativo 716/09, que aprova o texto do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil.


O acordo foi assinado em novembro de 2008, na cidade do Vaticano. Na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que o ratifica foi aprovado em 26 de agosto, após arranjo político que retirou a rejeição de deputados ligados a igrejas evangélicas em troca da proposição (e aprovação) de uma Lei Geral das Religiões, inspirada no texto do acordo bilateral, mas referida a todos os credos. Nesta quarta-feira, foi também aprovado pedido de urgência para a votação da matéria no plenário do Senado.


Por meio do acordo, o Brasil reconhece à Igreja Católica, com fundamento no direito de liberdade religiosa, o "direito de desempenhar a sua missão apostólica, garantindo o exercício público de suas atividades, observado o ordenamento jurídico brasileiro".


O acordo estabelece as bases para o relacionamento entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro. Reafirma a personalidade jurídica da Igreja e de suas entidades, como a Conferência Episcopal, as dioceses e as paróquias, e reconhece às instituições assistenciais religiosas igual tratamento tributário e previdenciário garantido a entidades civis semelhantes. Prevê ainda a colaboração entre a Igreja e o Estado na tutela do patrimônio cultural do país, preservando a finalidade de templos e objetos de culto.


Entre os dispositivos mais polêmicos do acordo está artigo 11, por meio do qual o governo brasileiro reconhece a "importância do ensino religioso". No mesmo artigo, se estabelece que o ensino religioso, tanto o católico como o de outras confissões religiosas, será de matrícula facultativa e constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, "assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação".


De acordo com o artigo 12, o casamento celebrado em conformidade com as leis canônicas, que atender também às exigências estabelecidas pelo direito brasileiro, produz os efeitos civis, desde que registrado. O acordo estabelece ainda imunidade tributária às pessoas jurídicas eclesiásticas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com suas "finalidades essenciais".


Em julho, durante a 61ª Reunião Anual, em Manaus (AM), a SBPC aprovou moção de repúdio ao acordo. O texto da moção pedia a retirada do projeto de lei do Congresso Nacional, sob risco de ameaçar o caráter laico do Estado, conforme preconiza a Constituição Federal.


Vistas


Assim que o relator da matéria, senador Fernando Collor (PTB-AL), anunciou seu voto favorável à aprovação do acordo, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) pediu vistas do texto. Ele informou que tem recebido dezenas de mensagens eletrônicas em seu gabinete a respeito do tema, muitas das quais solicitando que ele desse voto contrário ao acordo com a Santa Sé.


O presidente da comissão, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), disse que lhe concederia vistas de apenas duas horas - e não de cinco dias, como de praxe - uma vez que o tema vem sendo debatido há diversos meses no Congresso Nacional. Azeredo fez ainda um apelo a Mesquita para que retirasse o pedido de vistas, no que foi seguido por diversos outros senadores presentes à reunião, como Marco Maciel (DEM-PE), Romeu Tuma (PTB-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), além do próprio relator da matéria.


Mesquita disse que não tinha interesse no prazo de duas horas oferecido a ele, pois pretendia analisar o tema durante a semana. Dessa forma, Azeredo colocou a matéria em votação. O projeto de decreto legislativo foi aprovado com a abstenção de Mesquita.


(Jornal da Ciência)



...read more ⇒
| 0 comentários |

MAIORES PEGADAS DO MUNDO

Arqueólogos amadores acham maiores pegadas de dinossauro do mundo

Uma dupla de caçadores amadores de fósseis da França descobriu o que se acredita serem as maiores pegadas de dinossauro já encontradas no mundo. A descoberta de Marie-Helène Marcaud e Patrice Landry, no vilarejo de Plagne, perto de Lyon, em abril, foi confirmada na terça-feira (6) por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês).

Segundo os cientistas, as pegadas se estendem por uma distância de centenas de metros e foram deixadas por saurópodes - herbívoros gigantes de pescoço comprido. "Vamos fazer mais escavações nos próximos anos e esperamos que elas revelem que o sítio arqueológico de Plagne é um dos maiores do tipo no mundo", disse Jean-Michel Mazin, pesquisador do CNRS.


Os cientistas informaram que as pegadas têm formas circulares com diâmetros que variam de 1,2 metro a 1,5 metro, o que significa que foram deixadas por animais de até 40 toneladas, e com mais de 25 metros de comprimento.


As bordas das pegadas têm um sedimento calcáreo, que data do período Jurássico (há cerca de 150 milhões de anos [sic]), quando a região era coberta por um mar morno e raso.


Apesar de o rastro ter sido deixado por animais gigantescos, eles não foram os maiores dinossauros já conhecidos.


Alguns cientistas acreditam que o Amphicoelias fragilimus, também da família dos saurópodes, pesavam até 122 toneladas e teriam de 40 a 60 metros de comprimento.

...read more ⇒
| 0 comentários |

OS LAGARTOS MARINHOS


Pesquisa revela que mosassauros tiveram aumento de diversidade até sua súbita extinção


Se fosse possível voltar no tempo milhões de anos, os animais e as plantas que encontraríamos povoando o nosso planeta seriam muito diferentes dos que estamos acostumados a ver hoje em dia [não seria possível, pois a milhões de anos não havia vida na Terra]. Isso não apenas na terra, mas também no mar, que abrigava, ao lado dos peixes, diversos grupos de répteis marinhos. Um desses grupos se tornou o principal predador dos oceanos, sobretudo durante a parte superior do período Cretáceo: os mosassauros. Também conhecidos como lagartos marinhos, esses répteis dominavam os ambientes costeiros, particularmente entre 85 e 65 milhões de anos atrás [sic], tendo sido encontrados em depósitos da Europa, Ásia, América do Sul, América do Norte, África, Japão, Nova Zelândia e até mesmo Antártica.

Apesar de, à primeira vista, a aparência geral dos mosassauros não variar muito (com exceção do seu tamanho), pesquisadores observaram uma grande diversidade na morfologia dos dentes de diversas espécies, o que indica hábitos alimentares distintos. Marcus Ross, paleontólogo da Universidade Liberty de Lynchburg, na Virgínia (Estados Unidos), acaba de publicar um estudo no Journal of Vertebrate Paleontology em que demonstra que, a partir de sua origem, os mosassauros se diversificaram de forma contínua [microevolução?], com aumento do número de gêneros [sic], até sua súbita extinção no final do Cretáceo [dilúvio?].

Do ponto de vista evolutivo, os mosassauros estão classificados no grupo dos lagartos (Squamata), agrupados na "família" (clado) Mosasauridae. Seu registro mais antigo provém de rochas com 98 milhões de anos [sic] e os mais recentes são encontrados em depósitos com 66 milhões de anos [sic]. As formas mais próximas desses vertebrados marinhos nos dias de hoje são os lagartos-monitores, animais de hábitos terrestres que têm o dragão-de-komodo como seu representante mais famoso. No entanto, os mosassauros tinham feições bem distintas das desses animais.

De forma geral, a aparência desses répteis marinhos pode ser exemplificada pelo Taniwhasaurus antarcticus, encontrado na ilha James Ross, na península Antártica: crânio alongado, arcadas dentárias possantes e dentes robustos. O corpo também era alongado, com as mãos e os pés transformados em nadadeiras, cuja função principal era a de guiar o animal na água. A propulsão para o nado era dada sobretudo pela enorme cauda, de modo semelhante ao que ocorre com os crocodilos e jacarés. Tipicamente, os mosassauros atingiam de 3 a 6 metros de comprimento, mas existiam formas gigantescas, que chegavam quase a 20 metros do focinho à ponta da cauda.

Da expansão à extinção

Em seu estudo, Marcus Ross fez um levantamento de todas as ocorrências de mosassauros no mundo. São exatamente 1.805 exemplares registrados até o momento, classificados em aproximadamente 20 gêneros. Desde a primeira forma registrada (Dallasaurus) no Cenomaniano (há 98 milhões de anos [sic]), houve um aumento da diversidade dos mosassauros, sobretudo a partir do Coniaciano (há 89 milhões de anos [sic]), até o grupo atingir de 7 a 10 gêneros no final do Maastrichtiano (há 66 milhões de anos [sic]). Esse resultado indica claramente que os lagartos marinhos estavam em expansão em termos de diversidade quando, subitamente, deixaram de existir.

Além disso, Ross demonstrou que, durante a história evolutiva dos mosassauros, esses répteis adquiriram uma maior complexidade dentária. As formas mais primitivas tinham dentes comparativamente largos e comprimidos lateralmente, caracterizados como do tipo "cortante". Com essa dentição, acredita-se que esses animais se alimentavam de presas como peixes.

Em seguida, houve uma diversificação e surgiram espécies com dentição mais especializada, como as do gênero Globidens, que tinham dentes mais curtos e robustos, possivelmente para uma dieta baseada em presas com partes mais duras, tais como conchas e outros invertebrados. Por último, surgiram os mosassauros com dentes mais alongados e pontudos, que possivelmente eram mais generalistas e se alimentavam tanto de peixes como de invertebrados.

O interessante desse estudo é constatar que, no topo do período Cretáceo (mais especificamente no Maastrichtiano), coexistiam mosassauros com todas essas variações dentárias, o que demonstra que o grupo estava em pleno desenvolvimento, ao contrário de outros grupos de répteis, como os dinossauros e os pterossauros, que se encontravam em declínio. No entanto, ao final do Cretáceo, os mosassauros se extinguiram, deixando ainda mais enigmática a natureza e o motivo do seu desaparecimento.

No Brasil, também foram encontrados restos de mosassauros – infelizmente, limitados a dentes e algumas poucas vértebras. Seguramente, com a continuidade da pesquisa, esqueletos completos serão encontrados, sobretudo no nordeste do país (mais especificamente em Pernambuco e Sergipe). Esses registros poderão fornecer mais dados a respeito desse fantástico grupo de animais que outrora caçava pela costa brasileira, a exemplo do que os tubarões fazem nos dias de hoje.


Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências
06/10/2009

(Ciência Hoje On-line)



...read more ⇒
| 0 comentários |

FÓSSIL É ENCONTRADO EM MARÍLIA

Animal teria vivido há 90 milhões de anos [sic]: 'Minha estimativa é encontrar o crânio. Seria feito inédito', diz paleontólogo

Fósseis de um dinossauro foram descobertos pelo paleontólogo William Nava em uma propriedade rural de Marília. Os primeiros achados foram em abril e a confirmação de que se tratava mesmo de fóssil de dinossauros só aconteceu em setembro. O dinossauro herbívoro pode ter alcançado 15 metros de comprimento, 5 metros de altura e cerca de 10 toneladas de peso. No barranco rochoso à margem de uma estrada, o pesquisador encontrou parte da região pélvica, vértebras caudais e dorsais do animal, mas há estimativa que grande parte do esqueleto esteja no loca.


“Minha expectativa é encontrar o crânio sob as camadas de arenito. Seria um feito inédito no país, já que é a primeira parte a se desarticular do restante do corpo e se perder”, explicou William.



As primeiras pistas surgiram em abril, quando o paleontólogo descobriu conchas fossilizadas e uma vértebra dorsal de cerca de 30 cm no local. “Ao que tudo indica, o animal morreu na margem do que, na época, seria um rio ou uma lagoa.”


Segundo William, as vértebras do bicho estão articuladas, ou seja, na posição que tinham em vida. Esse tipo de descoberta é fato raro no país. O estudioso repassou as informações sobre a escavação ao paleontólogo Rodrigo Santucci, da UnB (Universidade de Brasília), que é especialista em saurópodes.


Ele será capaz de avaliar, assim que as escavações prosseguirem, se a espécie ainda não é conhecida pela ciência. Junto com o especialista, William está pleiteando recursos junto à UnB para dar andamento às escavações, que costumam ser delicadas e exigem recursos financeiros.


(Rede Bom Dia)


NOTA: Foi encontrado, faz pouco tempo, a ossada de um grande elefante na Indonésia, e a explicação sugerida para que a fossilização ocorresse foi que o elefante foi sepultado pela enchente de um rio, explicação também semelhante é a do dinossauro do presente artigo, "o animal morreu na margem do que, na época, seria um rio ou uma lagoa.” é pouco provável que a fossilização possa ocorrer em tais condições, haveria a chance da carcaça do animal ser devorada por outros dinossauros, a decomposição, o efeito das bactérias e parasitas. E a fossilização tem de ocorrer com um sepultamento rápido. A explicação mas satisfatória e a do Dilúvio bíblico.

...read more ⇒
| 0 comentários |

6 de out. de 2009

ORIGEM DA DOUTRINA SOBRE A IMORTALIDADE DA ALMA

A imortalidade da alma é uma crença antiga, talvez até de antes do dilúvio. Todos os povos da antiguidade, incluindo os hebreus, criam que numa alma independentemente de matéria e que vivia além do corpo. A crença se originou a partir da Babilônia dos tempos de Ninrod. O Professor Morris Jastrow Jr., da Universidade de Pensilvânia, EUA, diz que os babilônios antigos criam que a morte era uma passagem para outra espécie de vida que continuava após a morte do corpo. Por isso enterravam objetos junto com o morto, para que os usassem no além. Tal prática se espalhou para muitos lugares do mundo, entre muitos povos. Há eruditos a dizer que Ninrod era representado como retornando em reis e imperadores posteriores, desde que sua esposa, Semíramis teve um filho que teria sido a sua reencarnação. É quase certo que a idéia de uma alma imortal como doutrina venha daqueles tempos. De qualquer forma, essa idéia já fora pregada por satanás no Jardim do Éden, como está em Gên. 3:4, quando ele disse: ´”é certo que não morrereis.” Não é de admirar que cedo se tenha tornado uma crença de todos os povos pagãos mundo afora, e que perdure até os nossos dias.

Antigos povos degeneraram para crer em coisas absurdas como uma alma imortal residente nos olhos, no fígado, nos rins, no coração ou no cérebro. Os povos mais rudimentares criam que havia uma alma no sangue, na respiração e até na própria sombra ou reflexo na água. Sem uma revelação de DEUS a imaginação se torna fértil para o desenvolvimento dos maiores disparates mentais.

Em Babilônia de Ninrod se fundou um império global contra DEUS. Portanto, satanás não deixaria por menos, senão em logo introduzir a doutrina falsa que é a base de seu esquema de adoração. Ou seja, se DEUS promete a vida eterna a quem O ama, e O obedece, afinal o que satanás tem a prometer? Ele precisa prometer algo em contrafação, para que as pessoas creiam nele, e o adorem, mesmo que não percebam o que fazem. Ele passou a prometer algo paralelo ao que DEUS diz, que existe uma alma distinta do corpo, e que essa alma nunca morre, mas vai sendo aperfeiçoada sucessivamente. E o que mais satanás poderia propor? Ele tem que criar um atrativo para as pessoas se ligarem a ele como adoradores. Jamais alguém seguiria ensinamentos falsos só para morrer. As pessoas crêem nessa doutrina sem saberem que ela é falsa, crêem porque ela parece ser bem mais atraente que aquilo que DEUS diz. Esse foi o princípio pelo qual Eva deu atenção à serpente, ela acreditou que, diferente do que DEUS dizia, se comesse daquele fruto, não morreria, mas seria ainda mais inteligente, conhecendo o bem e o mal.

A imortalidade da alma é a base doutrinária da rebelião de Lúcifer, e o fundamento das demais mentiras. Sempre que ele entra em ação em uma situação nova, a primeira coisa que tenta fazer crer é que a alma não morre. E sabe porquê? Pelo fato de que assim é mais fácil crer nas demais mentiras dele. Veja bem, o que DEUS requer, que é muito lógico, é que nos arrependamos para que sejamos perdoados pelo sangue de JESUS, e salvos por Ele, viveremos eternamente. Isso requer esforço, decisão, mudança de vida e obediência. Não é tão fácil como o simplismo de satanás.

O que satanás ensina é bem mais simples. Ele diz que nós não morremos, que, após a morte do corpo a alma subsiste. E para que a alma não sofra, basta que nessa terra sejamos pessoas boas. Mas se não formos boas, depois da morte rezas resolvem tudo. Portanto, aquilo que satanás faz crer é bem mais simples que a explicação de DEUS. Se a pessoa não morre, ela não tem necessidade de um completo arrependimento, nem de ser santificada, isto é, separado do mundo, para pela transformação vir a ser totalmente obediente a DEUS. Basta ser mais ou menos boa.

(Cristo Voltará)


...read more ⇒
| 0 comentários |

1 de out. de 2009

ERODINDO AS ERAS


Este artigo demonstra como James Hutton, o geólogo considerado pai do uniformitarianismo e “avô” do evolucionismo, ou o “João Batista” de Darwin, baseou-se em mera presunção para criar seu modelo de gênese das estruturas geológicas. Mesmo assim, ele está para a Geologia moderna como Newton está para a Física (nota do tradutor).

Foi James Hutton, o médico escocês que virou geólogo, que em 1785 sugeriu ser a Terra extremamente velha. Sua famosa afirmação de que não havia “nenhum vestígio de um começo, nenhuma perspectiva de um fim” preparou o caminho para a teoria da evolução de Darwin.[1] A maioria dos geólogos modernos considera sensata a perspectiva de Hutton. Os cientistas evolucionistas geralmente concordam que os continentes se formaram há pelo menos 2,5 bilhões de anos.[2] A idade divulgada para algumas partes da Austrália é de mais de 3 bilhões de anos. Grande parte do resto do continente é datada como tendo entre 0,6 e 3 bilhões de anos de idade.[3] História semelhante é contada para outros continentes: a idade de seus embasamentos cristalinos (rochas metamórficas e ígneas) está na escala de bilhões de anos.

Essas ideias se revelam totalmente inconvincentes se submetidas a uma análise mais atenta. É patente que há muitos processos geológicos que indicam que os continentes não são tão velhos quanto dizem os evolucionistas.[4] Um dos problemas para essa idade tão grande é a erosão. Os continentes não podem ter bilhões de anos, pois eles já deviam ter sido erodido há muito tempo. Não sobraria nada.

Mensurando erosões

A água é a principal culpada pela dissolução dos sais minerais, do solos friáveis e das rochas do terreno, e os transporta para o oceano. Dia após dia, ano após ano, como uma procissão interminável de trens de cargas, os rios de todo o mundo carreiam toneladas de rocha decomposta em todos os continentes e os despejam no oceano. Se compararmos, o material retirado pelos ventos, pelas geleiras e pelas ondas litorâneas é mínimo.

Sempre que chove, a água pode começar a erodir. Ela coleta esse material em regiões chamadas bacias de drenagem, áreas facilmente identificadas em um mapa topográfico. Por amostragem, na foz do rio, podemos medir o volume de água proveniente da bacia e a quantidade de sedimentos que ela carrega. É difícil ser exato, porque alguns sedimentos são arrastados ou empurrados ao longo do fundo do rio. O “material de leito”, como é chamado, não é facilmente observável. Às vezes, variáveis arbitrárias são incluídas nos cálculos por causa disso.

Outro problema é como lidar com eventos catastróficos raros. Embora possam ser responsáveis pelo transporte de grandes quantidades de sedimentos em um tempo muito curto, eles são quase impossíveis de se medir. Tanto o material de leito quanto as catástrofes transportam mais sedimentos do que pode ser mensurado diretamente.

No entanto, sedimentologistas têm pesquisado muitos rios de todo o mundo e calcularam o quão rápido a terra está desaparecendo. As medições mostram que alguns rios estão escavando suas bacias de drenagem numa taxa de um metro de altitude a cada mil anos, enquanto outros escavam apenas um milímetro a cada mil anos. A redução da altitude média para todos os continentes do mundo é de cerca de 60 mm a cada mil anos, o que equivale a cerca de 24 bilhões de toneladas de sedimento por ano.[5] É muita adubação de cobertura!

Continentes que desaparecem

Na escala de um período de vida humana, essas taxas de erosão são baixas. Mas para aqueles que dizem que os continentes têm bilhões de anos de idade, as taxas são excessivas. Um total de 150 quilômetros teria sido corroído dos continentes em 2,5 bilhões de anos. Isso desafia o senso comum. Se a erosão vinha acontecendo há bilhões de anos, os continentes sequer permaneceriam na Terra.

Esse problema tem sido destacado por vários geólogos que calcularam que a América do Norte deveria ter sido nivelada em 10 milhões de anos se a média de erosão fosse a mesma.[6] Esse é um tempo extremamente curto em comparação com os supostos 2,5 bilhões de anos dos continentes. Para piorar a situação, muitos rios corroem o cume das suas bacias hidrográficas muito mais rápido do que a média. Mesmo com menor taxa de 1 mm de redução de altitude a cada mil anos, os continentes com uma altitude média de 623 metros (2 mil pés) deveriam ter desaparecido há muito tempo.

Essas taxas não só minam a ideia de continentes com milhares de anos de idade, mas também dão cabo ao conceito de montanhas muito antigas. Em geral, as regiões montanhosas com as suas encostas íngremes e vales profundos têm erosão mais rápida. Taxas de erosão de 1.000 mm por mil anos são comuns nas regiões alpinas da Papua-Nova Guiné, México e Himalaia.[7] Uma das mais rápidas reduções regionais de altitude registradas é de 19 metros a cada mil anos em um vulcão em Papua-Nova Guiné.[8] O rio Amarelo, na China, pode achatar uma montanha tão elevada como o Everest em 10 milhões anos.[9] As cadeias de montanhas, como a Caledônias, na Europa ocidental, e os Apalaches, no leste da América do Norte, não são facilmente explicadas porque não são tão elevadas como o Everest, mas se supõe que tenham várias centenas de milhões de anos. Se a erosão tem ocorrido há tanto tempo, essas montanhas não deveriam mais existir.[10]

A erosão é também um problema para os terrenos planos que são classificados como muito antigos. Essas superfícies se estendem por grandes áreas e ainda assim mostram pequeno ou nenhum sinal de erosão. Além disso, as superfícies não têm evidência alguma de terem sido cobertas por outras camadas sobre elas. Um exemplo é a Ilha Kangaroo (Austrália meridional), que tem cerca de 140 km de comprimento e 60 km de largura. É afirmado que sua superfície tem pelo menos 160 milhões de anos, com base nos fósseis e na datação radioativa. No entanto, a maior parte de sua área é extremamente plana.[11] O terreno é praticamente o mesmo de quando ela foi soerguida – a erosão quase não tocou na superfície exposta. Como ele pôde ficar tão plano sem ser corroído por 160 milhões de anos de chuva?

Procurando uma saída

Por que, então, os continentes e montanhas ainda subsistem se estão sendo erodidos tão rapidamente? Por que tantos acidentes geográficos considerados velhos não mostram sinais de erosão? A resposta é simples: eles não são tão antigos quanto se alega, mas são “jovens”, como está na Bíblia. Porém, isso não é filosoficamente aceitável para os geólogos evolucionistas, logo, outras explicações são feitas inutilmente.

Por exemplo, sugere-se que as montanhas continuem a existir porque abaixo delas há um constante soerguimento tomando seu lugar.[12] Consequentemente, as montanhas deveriam ter sido totalmente erodidas e soerguidas muitas vezes em 2,5 bilhões de anos. No entanto, apesar de o soerguimento estar ocorrendo em áreas montanhosas, tais processos de soerguimento e erosão não poderiam continuar por muito tempo sem que todas as camadas de sedimentos fossem removidas. Logo, não poderíamos ter a esperança de encontrar qualquer sedimento antigo em áreas montanhosas se por diversas vezes tivessem sido erodidas e soerguidas. Entretanto, admiravelmente, há sedimentos de todas as idades nas regiões montanhosas, desde os mais jovens aos mais velhos (por métodos de “datação evolutiva”) são preservados. A ideia de renovação contínua por soerguimento não resolve o problema.

Outra ideia sugerida para se resolver o problema é que as atuais taxas de erosão que estão sendo medidas são deveras altas.[13] Segundo este argumento, a erosão era muito menor no passado, antes que seres humanos pudessem interferir. Presume-se que as atividades humanas, tais como o desmatamento e a agricultura, são as razões pelas quais estamos medindo as modernas taxas de erosão tão altas. No entanto, as mensurações quantitativas sobre os efeitos da atividade humana descobriram que as taxas de erosão foram aumentadas em apenas 2 a 2,5 vezes.[14] Para que a explicação resolvesse o problema, o acréscimo teria que ser várias centenas de vezes maior. Mais uma vez, a explicação não funciona.

Também foi proposto que o clima no passado teria sido bem mais seco (porque menos água significa menor erosão).[15] Porém, essa ideia vai contra as provas. Na verdade, o clima era mais úmido, como pode se deduzir pela abundância de vegetação nos registros fósseis.

Os continentes são jovens

A história “lenta e gradual”, proposta pelo médico escocês há duzentos anos, não faz sentido. A alegação dos defensores da Terra velha é a de que os continentes têm mais de 2,5 bilhões de anos de idade, mas, usando seus próprios pressupostos, os continentes deveriam ter sido erodidos em apenas 10 milhões de anos. Observe que os 10 milhões de anos não são a idade estimada dos continentes.[16] Pelo contrário, ela destaca a falência das ideias uniformitarianistas. Os geólogos que creem na Bíblia consideram que as montanhas e os continentes que temos hoje foram formados como consequência da inundação dos dias de Noé. Quando os continentes foram elevados no fim do dilúvio, a incrível energia das enchentes recuando esculpiu na paisagem. Não aconteceu muita coisa, geologicamente falando, nos 4.500 anos seguintes.

(Tas Walker; tradução de Rafael Resende Stival)

1. Hutton, J., “Theory of the Earth with Proof and Illustrations, discussed by Press, F. and Siever, R.”, In: Earth 4th ed., W.H. Freeman and Company, NY, USA, p. 33, 37, 40, 1986.
2. Roth, Ariel, Origins: Linking Science and Scripture, Review and Herald Publishing, Hagerstown, 1998. É citada uma série de referências sobre o crescimento e preservação da crosta continental. (Adquira este livro em português aqui.)
3. Parkinson, G., (ed.), Atlas of Australian Resources: Geology and Minerals. Auslig, Canberra, Australia, 1988.
4. Morris, J., The Young Earth, Creation-Life Publishers, Colorado Springs, USA, 1994. Explica uma série de processos geológicos que evidenciam a visão de que a Terra é jovem.
5. Ref. 2, p. 264, agrupa várias taxas de erosão a partir de certo número de fontes.
6. For example, Ref. 2, p. 271, quotes Dott & Batten, Evolution of the Earth, McGraw-Hill, NY, USA, p. 155, 1988, e vários outros.
7. Ref. 2, p. 266.
8. Ollier, C.D. and Brown, M.J.F., “Erosion of a young volcano in New Guinea”, Zeitschrift für Geomorphologie 15:12–28, 1971, cited by Roth, Ref. 2, p. 272.
9. Sparks, B.W., “Geographies for advanced study”, In: Geomorphology 3rd ed., Beaver, S.H. (ed.), Longman Group, London and New York, p. 510, 1986, cited by Roth, Ref. 2, p. 272.
10. Ref. 2, p. 264.
11. Ref. 2, p. 266.
12. For example, Blatt, H., Middleton G. and Murray, R., Origin of Sedimentary Rocks, 2nd ed., Englewood Cliffs, Prentice Hall, p. 18, 1980, cited by Roth, Ref. 2, p. 266.
13. Ref. 2, p. 266.
14. Judson, S., “Erosion of the land – or what’s happening to our continents?” American Scientist 56:356–374, 1968.
15. Ref. 2, p. 266.
16. É o limite máximo de idade; a idade real não poderia ser menor, por exemplo, que a idade bíblica de cerca de 6.000 anos.
17. Adaptado de Roth, ref. 2, p. 264.

(Criacionismo)

...read more ⇒